Fora Bolsonaro: haverá atos em todo o país em 7 de setembro, inclusive em SP e em Brasília
“Esperamos que no máximo hoje (25) ou amanhã (26) a gente tenha uma decisão. Ou é Paulista ou outro local”, afirmou o presidente da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bomfim. “Em Brasília e em outros estados e capitais estão se organizando as nossas manifestações no dia 7”
Presidente da CMP, Raimundo Bomfim, e atos contra Jair Bolsonaro tanto em Brasília como em São Paulo (Foto: Roberto Parizotti/Secom CUT | Mídia NINJA | Reprodução/Twitter)
247 – O presidente da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bomfim, disse nesta quarta-feira (25), no programa Giro das 11, na TV 247, que estão mantidos os protestos contra Jair Bolsonaro marcados para o 7 de setembro – neste dia, bolsonaristas também farão manifestações.
“Esperamos que no máximo hoje (25) ou amanhã (26) a gente tenha uma decisão. Ou é Paulista ou outro local, para que a gente possa botar o bloco na rua em São Paulo. Em Brasília e em outros estados e capitais estão se organizando as nossas manifestações no dia 7. O imbróglio é São Paulo”, disse.
De acordo com o dirigente, os movimentos populares não aceitaram a decisão do governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), de deixar somente bolsonaristas fazerem o ato no próximo dia 7 – a Constituição determina que as prefeituras é quem resolvem locais de manifestações.
“Não é possível o governador deixar a sua polícia decidir quem faz o ato, porque a mesma polícia que vai decidir quem faz o ato é que tem entre seus membros convocações para ir de armas às manifestações”, acrescentou Bomfim.
Movimentos populares e boa parte da população estão aguardando com certa expectativa os atos marcados para o dia 7 porque eles acontecerão em um contexto no qual Jair Bolsonaro vem fazendo ameaças de golpe, ao criticar o Judiciário e as urnas eletrônicas, com o intuito de fazer a sociedade achar que as instituições atrapalham a sua governabilidade.
Bolsonaro, no entanto, se vê cada vez mais acuado. Além de o país caminhar para mais um ano de estagnação econômica, ele foi incluído no inquérito das fake news por determinação do Supremo Tribunal Federal, que avança nas investigações sobre milícias digitais envolvendo blogueiros, políticos e empresários bolsonaristas. No Senado, avançaram as investigações da CPI da CPI – o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Omar Aziz (PSD-AM), já disse ter elementos suficientes para
